Órgão de comércio americano propôs impor 25% de taxação em uma série de produtos brasileiros O presidente dos EUA, Donald Trump, fotografado durante reunião de Gabinete no sábado: fundo bilionário para indenizar aliados é motivo de divergência entre republicanos — Foto: Kent Nishimura/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 09:43 Brasil Considera Retaliação e Alianças em Resposta a Taxação dos EUA O governo brasileiro avalia como reagir à proposta dos EUA de taxar 25% de produtos brasileiros. As opções incluem retaliação em áreas como propriedade intelectual e venda de mineradora estratégica, além de reforçar parcerias com países como China. Com 30 dias para negociar, a estratégia também envolve intensificar críticas ao bolsonarismo, apontando uma suposta influência nas ações americanas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Embora não chegue a surpreender, pois estava no radar do governo há algumas semanas, o governo ainda calcula como reagir à decisão de um novo tarifaço pelos Estados Unidos. E na base disso está a seguinte pergunta: o que ajuda mais a reeleger o presidente Lula, ficar no modo apaziguamento ou partir para um contra-ataque mais agressivo? Ainda que os tamanhos de Brasil e EUA sejam desproporcionais, o país tem mecanismos para retaliar, se considerar que o caminho é o contra-ataque. Áreas como propriedade intelectual, muito caras aos americanos, são citadas nos bastidores do governo entre as opções de represália à atitude de Donald Trump. Outro caminho poderia ser o acionamento da Justiça para tentar anular a venda da mineradora Serra Verde para uma empresa americana. A companhia que opera em Goiás é a única mineradora de “terras raras” no Brasil, em um contexto geopolítico de disputa acirrada pela produção dos chamados minerais críticos, usados em produtos de alta tecnologia. Os americanos têm alto interesse em extrair terras raras. Há também o caminho de reforçar a parceria com países como a China, algo que já aconteceu no primeiro Tarifaço no ano passado. A diferença, agora, é que o governo Lula tem algum canal de interlocução com a administração Donald Trump e ainda tem 30 dias para negociar uma revisão na medida que impôs 25% de taxação em uma série de produtos brasileiros vendidos pelos Estados Unidos. Independentemente de qual será a estratégia, o governo Lula já tem claro que vai intensificar na família Bolsonaro as acusações de traidores e lesa-pátria. Um interlocutor lembra que uma semana depois do encontro do senador e pré-candidato à presidência pelo PL, Flavio Bolsonaro, e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, com Trump, o governo americano designou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, iniciou um novo Tarifaço e formalizou um novo embaixador para o Brasil, o parlamentar da Flórida Daniel Perez. O novo representante americano é muito próximo ao secretário de Estado, Marco Rubio, que não participou da reunião de Trump com Lula e tem demonstrado maior proximidade com o bolsonarismo. Ciente de que o governo vai tentar colocar a conta desses revezes no bolsonarismo, o senador Flavio Bolsonaro acabou de divulgar um vídeo dizendo que pediu expressamente ao governo que não taxem as empresas brasileiras.