Comunicado foi divulgado no site da agência americana responsável pelo comércio exterior do país Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca no mês passado — Foto: Ricardo Stuckert / PR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 03:16 EUA Consideram Retaliação Comercial contra o Brasil por Práticas Injustas O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) recomendou retaliação comercial contra o Brasil, alegando que práticas brasileiras prejudicam o comércio americano. Citando problemas em comércio digital, propriedade intelectual e desmatamento, o USTR propôs medidas a serem discutidas publicamente. Embora ainda não tenha definido ações, um diálogo contínuo busca soluções até 15 de julho, evitando a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), do governo de Donald Trump nos EUA, divulgou um comunicado na noite de ontem, afirmando ter concluído que uma série de políticas e práticas adotadas pelo Brasil prejudicam o comércio americano e podem ser alvo de retaliação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Trata-se de um instrumento usado por Washington para combater o que considera barreiras comerciais injustas contra seus produtos e que podem resultar na imposição de novas tarifas do governo americano sobre itens brasileiros importados pelos americanos. O texto divulgado na segunda-feira, o USTR, dirigido pelo embaixador Jamieson Greer, apontou problemas em áreas como: comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupçãoacesso ao mercado de etanol e até desmatamento ilegal. O órgão também criticou decisões da Justiça brasileira que determinaram a remoção de conteúdos em redes sociais e a suspensão de perfis de usuários, além de alegar favorecimento a empresas nacionais no setor de pagamentos eletrônicos, sem citar diretamente o Pix. O comunicado informou que o USTR propôs medidas de resposta para consulta pública, ao mesmo tempo em que equipes dos EUA e do Brasil mantêm um "diálogo intenso" em busca de uma solução para as preocupações americanas. A audiência para a consulta deve ocorrer no dia 6 de julho. Apesar da conclusão de que as práticas brasileiras são "não razoáveis" e restringem o comércio dos EUA, o governo americano ainda não anunciou quais medidas poderá adotar contra o Brasil. O USTR informou que, segundo Greer persistem divergências relevantes entre os dois países sobre os temas investigados. Ainda assim ele reforçou que o diálogo entre Brasil e EUA até 15 de julho, quando esgota o prazo para que os EUA decidam eventual retaliação contra exportadores brasileiros. No dia 7 de maio, o presidente Lula foi recebido por Donald Trump na Casa Branca. Ficou acertado que as equipes de ambos manteriam negociações em torno de barreiras comerciais impostas pelos EUA aos produtos brasileiros. Os diplomatas brasileiros argumentam que a relação comercial entre EUA e Brasil é superavitária para os americanos. Ou seja, eles exportam mais para os brasileiros que vice-versa. "Lancei esta investigação sob a Seção 301 por orientação do presidente Trump para tratar de preocupações antigas e recorrentes dos Estados Unidos em relação a determinadas políticas e práticas comerciais do Brasil. Ao longo do último ano, o presidente Trump e eu tivemos diversas reuniões construtivas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe ministerial, e esses contatos se intensificaram nas últimas semanas", afirmou o embaixador Jamieson Greer no comunicado do USTR à imprensa. E continuou: "No entanto, continuamos tendo divergências substanciais quanto à solução das questões identificadas nesta investigação. Espero dar continuidade ao diálogo com o governo brasileiro antes do prazo legal de 15 de julho de 2026 para a adoção de medidas de resposta."
Escritório de Comércio dos EUA recomenda retaliação comercial a Brasil
Comunicado foi divulgado no site da agência americana responsável pelo comércio exterior do país















