Estados Unidos aplicaram taxa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para aquele país, cumprindo recomendação de escritório de comércio exterior apesara de negociação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Cristiano Mariz RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 23:33 Brasil critica tarifa de 25% dos EUA e rebate acusações de desmatamento O Palácio do Planalto pretende manter um tom de indignação frente ao tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros imposto pelos EUA sob a gestão de Donald Trump. A estratégia do governo é destacar a falta de justificativa para a sanção, relembrando negociações com o USTR e apontando contradições americanas. O Brasil destaca que o argumento de desmatamento é inverídico e critica a inflexibilidade dos EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Palácio do Planalto pretende manter o tom de indignação em todas respostas que der ao tarifaço de 25% impostos às importações brasileiras feitas pelos americanos, imposta anteontem pelo governo de Donald Trump. Assim como ocorreu na entrevista coletiva do vice-presidente Geraldo Alckmin com ministros, o governo vai aproveitar o episódio para relembrar todos os passos da negociação com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e demonstrar, ponto a ponto, que apresentou argumentos factíveis para contrapor as justificativas para a sanção econômicas. O tom se manterá na linha de que a decisão dos EUA é “descabida”. Com fim do prazo de negociação, o governo também deve apontar as contradições da gestão Donald Trump durante o processo. A estratégia já vem sendo colocada de pé por ministros que sentaram à mesa com autoridades americanas. — Falta que as autoridades americanas combinem o discurso; enquanto uns falam em falta de boa-fé, outros falam em negociações construtivas — disse o ministro de Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa. Já o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirma que após ver que seria “impossível” usar argumento de aumento do desmatamento na Amazônia para aplicar as taxas, o governo dos EUA sugeriu que o Brasil estivesse desmatando para usar concorrer com a madeira produzida em território norte-americano. — Isso é absolutamente inverídico. Por dois motivos: o Brasil tem participação muito pequena no mercado internacional de madeira, apenas com 0,65%, segundo, porque nossa madeira não é a mesma produzida nos EUA. Todo parque industrial dos EUA se baseia em madeira de floresta temperada, essa madeira, não compete com as madeiras de florestas tropicais, as chamadas madeiras de lei, que são para outros usos. O chanceler Mauro Viera fez questão de frisar as dificuldades da negociação e apontar inflexibilidade dos EUA: — Ao longo da negociação, tudo que foi oferecido ou não era aceito ou diziam que era insuficiente; queriam abertura total de setores. O governo Lula não abriu durante as negociações para qualquer concessão quanto ao Pix, apontado pela investigação da Escritório do USTR, como instrumento que cria vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras, como de cartões de crédito, e nem de eliminar o imposto de importação do etanol americano — o que teria forte impacto no mercado interno. Em nota ainda na madrugada de quinta, o Palácio do Planalto disse que "repudia" a taxa, afirmou que irá acionar instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e criticou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais", afirmou o Palácio do Planalto.
Planalto deve manter tom de ‘indignação’ na reação ao tarifaço de Trump: entenda a estratégia política
Estados Unidos aplicaram taxa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para aquele país, cumprindo recomendação de escritório de comércio exterior apesara de negociação







