Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto aos 4 anos em 2021, depõe no banco dos réus desde as 10h30 desta terça-feira (2). Até o momento, ela relatou um perfil controlador de Jairo de Souza, o Jairinho, e afirmou que inicialmente não desconfiava que o ex-vereador pudesse agredir o filho.

Questionada pela juíza se hoje havia mudado de opinião sobre a autoria da morte do filho, Monique respondeu: "Creio que foi Jairo". É a primeira vez que ela faz uma declaração dessa natureza em juízo. Durante a fase de instrução, ao ser indagada a respeito, ela tinha dito que somente Deus para saber.

A defesa de Jairinho tem sustentado a inocência do cliente ao longo do júri e contestado os depoimentos.

Segundo Monique, Jairinho a proibia de ter aulas com homens e de malhar usando shorts. Ela afirmou ainda que era monitorada dentro da academia por uma pessoa que tirava fotos, além de ter um localizador do seu celular em tempo real.

Também disse que ele, por ser médico, mandava que ela ingerisse remédios macerados no vinho para "evitar que ela conversasse com outro homem enquanto ele dormia".