'Eu não vi, mas depois dos depoimentos eu acredito que tenha sido ele', afirmou ao depor no tribunal Monique Medeiros em depoimento à Justiça em 09/02/2022 — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 14:09 Monique Medeiros Responsabiliza Jairinho pela Morte do Filho Henry Borel Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, pela primeira vez responsabilizou seu ex-companheiro, Jairinho, pela morte do filho. Durante depoimento no tribunal, Monique afirmou acreditar que Jairinho foi o responsável, mudando sua versão inicial. Anteriormente, ela dizia que apenas "Deus" saberia o culpado. Monique detalhou os eventos antes da morte de Henry, incluindo a suspeita de ter sido dopada por Jairinho. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pela primeira vez desde o início do julgamento, Monique Medeiros detalhou aos jurados como viveu as horas que antecederam a morte de Henry Borel e afirmou acreditar que o responsável pela morte do menino foi Jairinho. Essa é a primeira vez que ela responsabiliza Jairo pela morte de seu filho. Em outras ocasiões, ela dizia só “Deus” saber quem seria o culpado. — Hoje eu entendo que foi o Jairo. Eu não vi, mas depois dos depoimentos eu acredito que tenha sido ele — declarou durante o interrogatório nesta terça-feira. Ao reconstituir o dia 7 de março de 2021, Monique contou que recebeu Henry de volta após um fim de semana com o pai, Leniel Borel. Segundo ela, o menino chegou ao condomínio, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, em um dia chuvoso e havia vomitado durante o trajeto. A mãe relatou que Leniel chegou a se oferecer para levar Henry para Bangu, mas ela recusou porque o filho teria aula no dia seguinte. Depois disso, os dois teriam ido até a uma padaria próxima ao condomínio. Após retornarem ao apartamento, Monique disse que encontrou Jairo no elevador. Segundo ela, o então companheiro disse que havia descido porque estava demorando a voltar e acreditava que ela ainda estivesse com Leniel, por sentir ciúmes da relação entre os dois. Já durante a noite, Monique contou que deu banho em Henry, leu uma história para o filho e preparou a cama da criança. Segundo ela, colocou uma cadeira de amamentação ao lado da cama para evitar uma possível queda. A ré afirmou que, entre a noite e a madrugada, Henry acordou três vezes chorando e gritando, sendo recolocado para dormir por ela. Depois disso, disse que Jairinho a chamou para o quarto de hóspedes e que adormeceu rapidamente. Durante o interrogatório, Monique voltou a afirmar que acredita ter sido dopada naquela noite. — Jairo sempre me dava comprimidos à noite. Eu o vi espremendo um comprimido na minha taça de vinho — disse Monique. Segundo ela, Jairinho costumava insistir para que dormisse cedo porque desconfiava que ela conversava com outros homens durante a madrugada. Monique afirmou que acordou após ser chamada por Jairinho, que teria dito ter ouvido um barulho vindo do quarto de Henry. Ao chegar ao quarto, segundo seu depoimento, encontrou o filho de barriga para cima, descoberto, com as mãos e os pés gelados. — Ele estava com a barriga para cima e o pé gelado, olhando para o nada — afirmou Monique. Monique contou que Jairinho dizia repetidamente que Henry não estava conseguindo respirar e levantou a hipótese de que a criança pudesse ter engolido algum objeto. Ela disse que descartou essa possibilidade imediatamente. A mãe relatou que pediu ajuda para socorrer o filho enquanto os dois seguiam para o Hospital Barra D’Or, no mesmo bairro. No local, segundo seu relato, uma equipe médica iniciou procedimentos de emergência e tentou reanimar a criança. — Ficaram duas horas e meia fazendo a massagem cardíaca — disse Monique. Monique descreveu que diferentes profissionais se revezavam nas manobras de ressuscitação enquanto parentes chegavam ao hospital. Segundo ela, Leniel foi um dos primeiros a aparecer após ser avisado. A ré afirmou que, naquele momento, acreditava que a morte poderia ter sido provocada por uma queda da cama, já que não observava sinais aparentes de agressão. — Quando chegamos, Jairo disse aos medicos e aos familiares “ele caiu da cama, ouvi um barulho”. Eu acabei repetindo isso, mas não ouvi barulho — disse Monique. Segundo ela, não havia nenhum sinal nem marca visível no corpo do menino. — Então, para mim, só podia ser uma queda de cama — desabafou a mãe de Henry. Monique afirmou que foi apenas ao longo dos cinco anos e, após acompanhar os depoimentos prestados durante o julgamento, que sua interpretação dos acontecimentos mudou.