Há um mês a Bolívia vive uma onda de protestos promovidos por sindicatos, camponeses e indígenas que agrava a pior crise econômica do país desde a década de 1980. As principais vias de acesso a La Paz foram interditadas por manifestantes e há mais de 40 pontos de bloqueio em estradas.

O resultado é escassez de alimentos, combustíveis e remédios —na quinta (28), centenas de profissionais da saúde protestaram contra a falta de insumos.

Os manifestantes exigem medidas contra o aumento do custo de vida, a reversão de medidas de austeridade fiscal implementadas pela gestão de Rodrigo Paz, maior representatividade das classes populares no governo e até a renúncia do presidente.

Paz assumiu o poder há apenas seis meses, interrompendo 20 anos de administrações do partido de esquerda Movimento ao Socialismo (MAS), do ex-presidente Evo Morales (2006-2019).

O mandatário herdou a crise econômica de seu antecessor, Luis Arce, que fora alvo de protestos capitaneados por Morales, com quem havia rompido. A atual situação da Bolívia é oriunda de um longo período de má gestão.