O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, advertiu nesta quarta-feira 27 que a crise “está chegando ao limite”, em mais um dia de manifestações que exigem sua renúncia, apesar da possibilidade de que ele decrete estado de exceção para conter os protestos.
Paz enfrenta há quase um mês uma convulsão social, com bloqueios de estradas por parte de camponeses, operários e transportadores que inicialmente pediam medidas contra a crise econômica — a pior em quatro décadas — e agora exigem sua saída do cargo.
“O país precisa de ordem e isto está chegando ao limite (…) O tempo está se esgotando. Convocamos ao diálogo”, disse o presidente de centro-direita em um ato em La Paz, no qual instalou um fórum de discussão de políticas sociais e econômicas.
Na noite de terça-feira, o Congresso eliminou uma norma que limitava o presidente para decretar estados de exceção, o que lhe permite recorrer aos militares para conter os protestos e restringir as liberdades de reunião e circulação.
“Quem quiser destruir a pátria vai se ver com este presidente e com toda a força da Constituição”, advertiu, em referência aos estados de exceção.













