Tão importante quanto encontrar um terapeuta com quem você "dá match", é saber quando é hora de trocar de profissional. A mudança pode ajudar a destravar aquele tratamento que parece não avançar.
As motivações podem ser variadas. A principal delas é quando o paciente sente que não é ouvido. "No momento em que a pessoa não se sente acolhida e sente que não pode falar tudo o que deseja, é sinal de que o processo não está caminhando", diz Yara Ingberman, psicóloga e coordenadora de cursos de pós-graduação em psicologia clínica.
A psicóloga intercultural Andreia Batista chama essa relação de confiança e segurança com o terapeuta de transferência. Só com ela o paciente consegue acessar conteúdos profundos, como traumas, para falar sem medo de julgamentos.
"Quando não há essa transferência, muitas vezes não há nem um processo psíquico", afirma. Na hora de escolher um profissional, é importante criar esse vínculo para que o tratamento flua bem, reforçam as especialistas.
Em alguns casos, o vínculo até existe, mas a técnica do terapeuta pode não ser eficiente para aquele cliente, diz Batista. Fica a sensação de que o paciente "anda em círculos", sem conseguir evoluir. A troca pode ser motivada pela busca de um estilo diferente, como a psicanálise ou a terapia cognitivo-comportamental (TCC).















