"As terapias funcionam em toda a vida adulta", afirma Pim Cuijpers, professor de psicologia clínica da Universidade Vrije Amsterdam, na Holanda
Maurizio tem 70 anos. Recentemente, começou a fazer terapia para tentar entender melhor as enxaquecas que o acompanham desde os sete anos. Queria descobrir o que poderia estar por trás delas.
Ao longo dos anos, ele consultou diferentes médicos e buscou várias opiniões. A terapia foi mais uma tentativa de rastrear as origens do problema. Mas continuou o tratamento mesmo depois de perceber que talvez nunca encontrasse uma única causa. "O próprio processo se tornou algo significativo, um espaço de introspecção que me ajudou a entender minha vida com mais clareza", diz Maurizio. (Os sobrenomes dos pacientes citados nesta reportagem foram omitidos para preservar sua privacidade.)
Antonio, 73, e sua esposa, Gigliola, 68, recorreram à terapia na esperança de salvar o relacionamento após anos marcados por decepções e tensões não verbalizadas. "Depois de algum tempo, percebi que me sentia mais leve, mais aberto", diz Antonio.
"Olhar para dentro de nós mesmos e trazer à tona coisas que nunca tínhamos conseguido dizer talvez tenha nos ajudado", acrescenta Gigliola.









