O risco de inadimplência em empréstimos aparece antes de o saldo cair abaixo de zero. Um levantamento da Aro, fintech de crédito com sede em São Paulo, indica que o desequilíbrio entre renda e gastos é um sinal mais consistente de risco do que o saldo bancário em um momento específico.
Os dados contradizem uma percepção difundida entre credores e analistas. Do total de clientes que solicitaram empréstimo à empresa, 78,5% nunca registraram saldo negativo no período analisado. Mesmo assim, 65% desses clientes gastaram mais do que receberam no acumulado de 12 meses.
O nível de liquidez da base reforça esse quadro. Dois terços dos clientes, 66,9%, mantêm saldo médio anual inferior a R$ 100. Outros 93,5% ficam abaixo de R$ 500. E 82,3% não têm poupança nem investimentos de nenhum tipo.
É nesse ponto que entra a análise da Aro. A empresa combina dados de Open Finance, informações de birôs de crédito e variáveis comportamentais para acompanhar o fluxo financeiro dos clientes ao longo do tempo, não apenas em cortes pontuais.
Fluxo financeiro e análise de risco












