Gerando resumoPara o economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles, além das variáveis econômicas amplamente conhecidas como propulsoras do elevado endividamento da população brasileira, soma-se a inteligência artificial. Isso porque o crédito que oferece ao consumidor a possibilidade de antecipar a conquista de um bem desejado ganhou agora o impulso da tecnologia como ofertante de crédito direto ao consumidor, avalia.PUBLICIDADE“De fato, a gente tem visto recentemente, não só no Brasil, mas também no mundo, mudanças tecnológicas impressionantes. Mudanças tecnológicas que a gente está começando a entender e várias delas a gente já está começando a ter um vislumbre”, disse.O economista falou nesta manhã no FGV Money Lab, evento com apoio do Estadão, com economistas, executivos do setor financeiro e especialistas para discutir como decisões individuais vêm sendo impactadas por um ambiente econômico.O economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles Foto: Tiago Queiroz/EstadãoPara ele, de maneira mais ampla, para quem acompanha macroeconomia, crescimento da economia americana, bolsa dos Estados Unidos, o assunto é inteligência artificial.PublicidadeLeia tambémSolução para problema do alto nível de endividamento passa pelo fiscal, diz Honorato, do BradescoFGV e Estadão discutem endividamento, avanço das bets e comportamento financeiro do brasileiroBrasil passa por ciclo adiantado de política monetária de juro real elevado, diz Ana Paula Vescovi“E a gente está começando a entender esse assunto. Então, de forma análoga, a gente começa a entender agora a oferta de crédito e a bancarização. Qual é a dificuldade? É que tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, na macroeconomia e na microeconomia”, disse, observando que, na macro, há cinco anos, a Selic chegou a 2% numa economia que estava crescendo acima de 3%. E, com o juro baixo, a economia crescendo e a renda subindo, as pessoas passaram a tomar muito mais crédito.“Soma-se a isso, mudanças tecnológicas que facilitam a oferta de crédito, facilitam a bancarização. E, num contexto em que a educação financeira no País ainda não é aprofundada, fica um contexto claro para que o endividamento aumente. O problema é quando o custo desse endividamento aumenta”, observou Salles.O economista do C6 Bank afirma que, quando se analisa a série de crédito do Banco Central e a compara com a Selic, as duas, muito relacionadas, andam juntas desde 2000.“Então, se de repente a gente sai de uma Selic de 2% para 15% e isso acontece de uma maneira rápida, com uma estilingada, como aconteceu, isso começa a gerar endividamento, problema que a gente está vendo atualmente: falta de informação com excesso de ofertas de uma hora para outra”, explicou o chefe do Departamento Econômico do C6 Bank.Publicidade
Oferta de crédito por novas tecnologias ajuda a elevar endividamento, diz economista-chefe do C6
Segundo Felipe Salles, mudanças tecnológicas como a IA facilitam a bancarização e, num contexto em que a educação financeira ainda não é aprofundada, contribuem para que o endividamento aumente















