Mais de 15 milhões de brasileiros vivem hoje sob a escala 6x1. Homens e mulheres que, durante seis dias da semana, acordam antes do amanhecer e atravessam cidades inteiras para trabalhar. E, ao retornarem para casa, encontram outras tarefas à espera. Essa realidade pesa ainda mais sobre as mulheres, que acumulam jornadas múltiplas e chefiam mais da metade dos lares brasileiros.
São milhões de pessoas que não conseguem usufruir do convívio com os filhos, de lazer, estudos, cuidados com a saúde e do próprio descanso. Trabalhadores que comprimem em apenas um dia de folga uma vida inteira de obrigações pessoais e familiares.Foi olhando para esse cenário que a Câmara dos Deputados retomou um debate que há quase 40 anos não era revisitado, desde a Constituição de 1988. Um debate que vai muito além da quantidade de horas trabalhadas e discute o direito ao tempo de vida —porque existe uma diferença entre viver e apenas sobreviver.
Ao longo do processo, mais de 3.200 pessoas foram ouvidas, entre trabalhadores, especialistas, representantes da sociedade civil e do setor produtivo. Foram realizadas audiências públicas, reuniões e debates nas cinco regiões do país, permitindo conhecer demandas, preocupações e expectativas de cada atividade econômica Brasil afora.













