A Rússia criticou duramente a Armênia nesta quinta-feira (28) por se aproximar da União Europeia, dizendo que o país estava cooperando com as nações europeias que desejam prejudicar a Rússia. Moscou está aumentando a pressão sobre o país do sul do Cáucaso antes da votação parlamentar de 7 de junho, que colocará o partido governista Contrato Civil, que está estreitando os laços com o Ocidente, contra uma série de grupos de oposição, vários deles pró-russos. Pesquisas recentes mostram o partido do primeiro-ministro Nikol Pashinyan na liderança, com cerca de 30% de apoio. Nos últimos dias, Moscou expressou seu descontentamento com a relação cada vez mais calorosa entre a Armênia e o Ocidente, forjada por Pashinyan, que busca um terceiro mandato. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que Moscou continua vendo a Armênia como seu "parceiro natural" e seu povo como "irmãos e irmãs", mas também questionou outras parcerias que o país estava cultivando, principalmente com a UE. "Essas mesmas capitais ocidentais declararam uma verdadeira guerra híbrida contra a Rússia e estão publicamente enquadrando isso como uma derrota estratégica para o nosso país", disse Zakharova aos repórteres. "A Rússia nunca se opôs a que a Armênia diversificasse suas relações externas, mas a abordagem atual das autoridades armênias dificilmente pode ser descrita como tal; na verdade, dificilmente pode ser chamada de equilibrada." O primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, que busca um terceiro mandato nas eleições de 7 de junho — Foto: Wikimedia Commons