A Rússia anunciou neste sábado o retorno de seu embaixador na Armênia para consultas diante da reaproximação do país com a União Europeia (UE) perto das eleições de 7 de junho. Formalmente aliada da Rússia, a Armênia, com cerca de 3 milhões de habitantes, tem estreitado laços com o Ocidente nos últimos anos, apesar de sua dependência econômica de Moscou. "O embaixador da Federação Russa na República da Armênia, S.P. Kopyrkin, foi chamado de volta a Moscou para consultas relacionadas às medidas tomadas pela liderança armênia em direção à reaproximação com a União Europeia", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado sobre o enviado Sergei Kopyrkin. As pesquisas de opinião para as eleições de junho mostram o partido do primeiro-ministro pró-Ocidente, Nikol Pashinyan, à frente da oposição pró-Rússia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio a Pashinyan, que chegou ao poder em uma revolução em 2018 e foi reeleito em 2021. A Armênia afirma que a Rússia não a protegeu durante os conflitos com o Azerbaijão, país vizinho com o qual mantém uma longa disputa por Nagorno-Karabakh, uma região anteriormente separatista com população étnica armênia que o Azerbaijão retomou em 2023. A Rússia afirma que os países ocidentais estão interferindo na Armênia para enfraquecer a influência russa na antiga União Soviética. Não houve resposta imediata da Armênia ao pedido de retirada do enviado russo. Vice-primeiro-ministro armênio, Mher Grigoryan, na cúpula do Conselho Econômico Supremo da Eurásia no Cazaquistão — Foto: Alexander Kazakov/Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP