Oito em cada dez empresas no Brasil afirmam que preferem efetivar estagiários com disposição para aprender do que candidatos com domínio técnico já consolidado. O dado vem de uma pesquisa do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) em parceria com o Instituto Locomotiva e revela uma mudança de prioridade dentro dos programas de estágio: a bagagem comportamental passou a valer mais do que o currículo de ferramentas.
O levantamento ouviu 260 profissionais de recursos humanos responsáveis por programas de estágio em todo o país. Os resultados apontam que competências como disciplina, pontualidade, proatividade e alinhamento com a cultura da empresa aparecem com mais frequência nos critérios de seleção do que as chamadas hard skills. Estas, segundo os entrevistados, são consideradas requisitos de entrada, não fatores decisivos.
Por isso, o perfil que as organizações buscam ao recrutar estagiários mudou de forma perceptível. A vontade de aprender foi citada como o critério mais valorizado no processo seletivo, acima do desempenho acadêmico ou do conhecimento em softwares e plataformas específicas.
Estágio estruturado ainda é minoria
A pesquisa mostra que a maioria das empresas ainda não tem um programa de estágio consolidado ao longo do ano. Apenas 32% operam com ciclos planejados e contínuos; os outros 68% contratam estagiários por demanda, sem cronograma fixo.













