A avenida Liberdade, anunciada como legado da COP30 em Belém e inaugurada em abril deste ano, cinco meses após o início da conferência do clima, é alvo de duas ações por suposto prejuízo de posse de terra de moradores do entorno. Ambas aguardam decisão judicial.

Uma delas incluía um pedido de paralisação da obra, mas a avenida foi inaugurada antes da apreciação da Justiça.

Além da suposta sobreposição ao território de populações tradicionais, nas ações é dito que houve dano ambiental, com a destruição de milhares de pés de açaí da comunidade Navegantes para criar a avenida. Pesquisadores afirmam, ainda, que animais foram atropelados na via após a inauguração.

Procurada pela reportagem, a PGE (Procuradoria-Geral do Estado) afirma que ainda não havia sido notificada e que celebrou um acordo judicial com os moradores de uma das comunidades, sendo que as indenizações já foram depositadas para aqueles que aceitaram a proposta.

Em nota, o governo do Pará, responsável pela via, diz que a obra atende a 57 condicionantes socioambientais e incorpora medidas de mitigação, como 34 passagens de fauna para prevenção de atropelamentos.