Segundo órgãos técnicos empreendimento teve licenciamento ambiental Vizinho à Praça Mário Lago, trreno no Buraco do Lume vai dar lugar a prédio com 624 apartamentos — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 15:33 Justiça Libera Construção de Residencial no Buraco do Lume após Revogação de Liminar Ambiental A Justiça autorizou a construção de um residencial no Buraco do Lume, após revogação de liminar que suspendia a licença ambiental, concedida pela prefeitura. A decisão, da juíza Neusa Regina Larsen, considerou que o projeto não remove espécies da Mata Atlântica e mantém árvores de pau-brasil. O empreendimento, parte do projeto Reviver Centro, prevê um prédio de 20 andares e 624 apartamentos sem garagem. A área, anteriormente tombada, foi destombada por lei aprovada em 2022. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A juíza Neusa Regina Larsen de Alvarenga Leite, da 14ª Vara de Fazenda Pública, revogou nesta terça-feira a liminar que suspendia os efeitos da licença concedida pela prefeitura para construir um prédio residencial no terreno do Buraco do Lume, no Castelo, como parte do projeto Reviver Centro. A liminar havia sido obtida pelo deputado federal Chico Alencar (PSOL) no início de maio. Na ação, Chico questionava o fato de na licencia inicial não ter sido prevista a necessidade de retirada de 58 das 71 árvores existentes no terreno. Em sua decisão, a juíza explicou que não identificou qualquer irrregularidade no licenciamento uma vez que não estava prevista a remoção de espécimes da Mata -Atlântica e o projeto previu a manutenção de duas árvores de pau-brasil. Em conversa, Peixão fala em usar equipamento de guerra para 'explodir' integrante da cúpula do CV: 'Meta vai ser essa' ''Relativamente à questão ambiental, a matéria depende de licenciamento, ato discricionário,com o ente municipal sendo o detentor da legitimidade para a sua concessão, a fim de viabilizar a realização de empreendimentos'', escreveu a juíza na sentença. (...) ''As manifestações dos órgãos técnicos evidenciam que houve estudo de impacto ambiental, garantindo a preservação de um meio ambiente sustentável após o término do empreendimento, pois além da manutenção do Pau-Brasil, há determinação de transplantio e diminuição de gabarito'' acrescentou a juíza. O projeto para a área prevê a construção de um prédio de 20 andares, com 624 apartamentos sem garagem e quatro lojas. A construtora Patrimar, responsável pelo projeto, planeja iniciar as vendas das unidades, ainda na planta, até junho. Os residenciais deverão ter o formato de estúdios e até dois quartos. A área, vizinha à Praça Mário Lago, foi cercada no fim de abril. irritando representantes da esquerda carioca por ser um espaço tradicional de reuniões políticas. Entenda o caso O destino do terreno, que fica numa área remanescente do desmonte do Morro do Castelo no início do século XX, é alvo de discussões há cerca de 50 anos. Em 1972, um projeto imobiliário previa a construção de um prédio de 50 andares, mas a construtora quebrou. Apenas parte das fundações e da garagem chegou a ser executada. A construção era tocada pelo Grupo Lume, batizado com as iniciais do empresário Lynaldo Uchoa de Medeiros. Com a falência, o imóvel passou a fazer parte dos ativos do antigo Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), cuja sede ficava perto dali, no Edifício Lúcio Costa, onde hoje funciona a Assembleia Legislativa (Alerj). Ao longo dos anos, o terreno chegou a ser tombado pelo ex-prefeito Saturnino Braga, mas, em 2020, o ex-prefeito Marcelo Crivella aprovou uma lei destombando o espaço. Em outro movimento, a Alerj aprovou uma lei decretando o tombamento da área em março de 2020, para enfrentar a iniciativa de Crivella. Em dezembro de 2022, outra reviravolta: na última sessão legislativa do ano, os deputados aprovaram um projeto do deputado Rodrigo Amorim (União) que destombou o imóvel.