Petição cita que município autorizou construção de um espaço para comercialização de carros no espaço onde funcionará o eletroposto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Obra embargada pelo Iphan fica no Aterro do Flamengo — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo / 15-06-2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 13:04 MPF pede que Justiça barre licenças da Prefeitura do Rio sem aval do Iphan para imóveis tombados O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça que impeça a Prefeitura do Rio de conceder licenças para obras em imóveis tombados sem aprovação do Iphan, após uma obra no Aterro do Flamengo ser embargada. A prefeitura havia autorizado a construção de um showroom para veículos elétricos, mas o MPF alega que tal licença foi emitida sem a devida anuência do Iphan, prática recorrente segundo o órgão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A obra para a instalação de um posto de recarga de bateria de carros elétricos no canteiro central do Aterro do Flamengo ganhou um novo capítulo nesta terça-feira. Após a intervenção ser embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e ser suspensa pela prefeitura do Rio, que exigem documentos, agora o Ministério Público Federal (MPF) pede à Justiça que o município seja impedido de expedir licenças, alvarás e atos autorizativos para obras em imóveis tombados pelo Iphan ou em seu entorno sem que o instituto nacional dê a autorização prévia. A petição, assinada pelo procurador federal Sergio Suiama nesta terça-feira, se dá a partir de uma denúncia recebida na segunda-feira, em que foi verificado pelo MPF que a Secretaria municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU) emitiu uma licença de obras a favor da GW Rio Veículos LTDA (nome oficial da GWM). De acordo com o documento, o município autorizou "a construção de um prédio destinado à exibição de veículos elétricos". Esse showroom teria 1.462,09 m², segundo o MPF (a área total do eletroposto será de 2.643,14 m²). Na segunda-feira, nota enviada pela prefeitura citou que apenas o eletroposto seria instalado no local, afirmação tratada como "infundada" por Marcelo Andrade, diretor da GWM, que alega que o projeto apresentado e aprovado pelos órgãos municipais — Secretarias municipais de Urbanismo e Desenvolvimento Urbano, além do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) — incluía o showroom. "Compulsando-se a licença, verifica-se que não há qualquer menção à necessidade de anuência prévia do Iphan, condicionando o ato apenas a pareceres de órgãos municipais como o IRPH e a CET-RIO. Tal omissão deliberada permitiu que a concessionária iniciasse as obras imediatamente, resultando na supressão de vegetação e na conclusão célere das fundações", destaca a petição desta terça-feira. Ainda de acordo com o MPF, este não é um caso isolado: "a prática do 'autolicenciamento' ambiental e urbanístico instituído pelo Município do Rio de Janeiro já se tornou a práxis da SMDU", aponta a petição, que agora foi incluída no andamento de um processo iniciado em novembro de 2025, quando uma ação civil pública contra o município do Rio foi proposta pelo MPF, a partir de uma obra na Rua Sargento José da Silva, na Joatinga, Zona Sudoeste do Rio, no entorno do Parque Nacional da Tijuca e da Pedra da Gávea, ambos bens tombados pelo Iphan. O valor da ação é estipulado em R$ 1 milhão. O requerimento original do MPF é que a prefeitura altere um decreto de 2022 que, no entendimento do ofício de autoria do procurador Sergio Suiama, "alienou completamente a responsabilidade do poder público de zelar pela conservação do patrimônio cultural e paisagístico, transferindo exclusivamente ao particular a tarefa de apontar os possíveis impactos ao meio ambiente". Ainda de acordo com o MPF, a prefeitura, desta forma, "apenas analisaria os impactos que fossem sinalizados pelo responsável pela obra, furtando-se de avaliar previamente se o bem é tombado, se está localizado em área de preservação permanente ou qualquer outro requisito", o que o Ministério Público trata como o "autolicenciamento". O GLOBO aguarda o posicionamento da prefeitura do Rio sobre o caso.
Após obra no Aterro do Flamengo ser embargada, MPF pede que Justiça proíba prefeitura de conceder licenças sem aval do Iphan
Petição cita que município autorizou construção de um espaço para comercialização de carros no espaço onde funcionará o eletroposto









