O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) afirmou, em um documento elaborado no último dia 18 e obtido pela Folha, que não tem elementos suficientes para dimensionar "a existência, a extensão e a liquidez" de créditos de aposentados e pensionistas vítimas de fraudes perpetradas pelo Banco Master na área de consignados.
Essa limitação é ainda pior, conforme o documento, no caso dos contratos do Credcesta, um cartão de crédito consignado que incluía benefícios –como desconto em farmácia e auxílio-funeral– e funcionou como um carro-chefe do banco de Daniel Vorcaro.
Segundo as investigações, há casos de suspeita de descontos indevidos, fraudes em contratos e dúvidas sobre consentimento dos beneficiários.
Um acordo de cooperação técnica com o INSS permitiu ao Master operar junto a aposentados e pensionistas do regime geral de previdência entre setembro de 2020 e setembro de 2025. Essas operações incluíam beneficiários do BPC (benefício de prestação continuada). O Credcesta era o principal produto ofertado na área de consignados.
No documento, o INSS disse que não tem competência para fazer a representação legal de beneficiários lesados nem para atuar com "cobrança de valores em nome de terceiros", e que não buscará a habilitação de créditos concursais ou extraconcursais em nome de aposentados, no âmbito da liquidação do Master, decretada pelo BC (Banco Central) em novembro de 2025.















