Notas de prova Foi o primeiro vinho da Vicentino e é a casta branca que este produtor mais tem plantada — a tinta é Pinot Noir. Ficou-nos na memória porque não é só mais um Sauvignon Blanc. É tropical (lima, maracujá), sim, mas pouco. O que se destaca no nariz deste vinho são as notas indeléveis de espargos brancos e pimentos verdes, cortesia das famosas pirazinas — compostos químicos aromáticos que normalmente são destruídos pela exposição solar, mas este Alentejo é atlântico e fresco. Fechamos os olhos e imaginamo-nos numa sardinhada, no momento de os pimentos irem à brasa. Na boca, é evidente o pimento e o vinho revela-se vibrante, mineral, com a acidez torneada pelo trabalho em adega (fermentou em inox e em barrica, só 10%, e depois estagiou nos mesmos materiais por nove meses, sobre as borras, mas sem bâtonnage) e um final salino, marcante.