Notas de prova De um amarelo dourado, este branco algarvio de São Bartolomeu de Messines, Silves, cheira a fruta de polpa branca e a camomila, nota floral que virão do Antão Vaz e que se confirma quando levamos o vinho à boca. Esta é, contudo, marcada pela acidez vibrante do Arinto. E tem um lado salino também. Interessante, desafia a ideia de que os vinhos dos sítios de praia — boa parte dos vinhos algarvios é vendida e consumida ali mesmo na região — têm de ser só frescura e fruta cítrica. É também uma homenagem ao avô Ramiro, que impulsionou a produção de vinho, hoje gerida pela terceira geração da família, que lhe dedica, todos os anos, uma carta no contra-rótulo dos vinhos — em 2023, contam os netos, a vinha aguentou a seca “graças às charcas que o avô construiu há mais de 40 anos”.