Notas de prova De Portalegre, chega-nos um belíssimo Alvarinho, com menos álcool do que a generalidade dos brancos hoje no mercado e o tipo de vinho em que a garrafa voa em três tempos. Tem o nariz cítrico e mineral do Alvarinho, mas um ligeiro floral também (flores brancas). Na boca, tem fruta, mineralidade (a nota indelével do berço serra do Mendro), uma frescura texturada, cortesia dos oito meses de estágio em cimento que potenciaram a acidez deste alentejano, algum volume — o vinho também foi à madeira, mas é praticamente aí que a percecionamos (pô-lo seis meses em balseiros de 3.000 litros e usados foi intencional), um travo salino e final longo. Equilíbrio e jovialidade num vinho sério, que quando acaba impõe que peçamos outra garrafa.