Notas de prova Este branco de Antão Vaz, Alvarinho e Arinto cheira a fruta de polpa branca (ameixa amarela madura) e cativa-nos ainda no nariz. Em boca, descobrimos-lhe estrutura, mineralidade e uma acidez salivante num perfil mais seco, mas com profundidade. No paladar, não é tanto a fruta perfumada que exala, mas mais à frescura, até ao final em que sentimos aquela secura sápida da pele da ameixa. Mais um belo vinho do projecto pessoal de Luísa Amorim, onde a produtora não olhou a meios para vinificar com o maior respeito o terroir especial da serra do Mendro entrada. Neste caso, ter uma adega de ‘luxo’ permitiu à enologia estagiar o Antão Vaz (oito meses) em balseiros de carvalho francês e exponenciar a frescura e mineralidade do Alvarinho e Arinto em depósitos de cimento de última geração.