Notas de prova De um projecto de garagem iniciado com a plantação da primeira vinha no chão rijo da serra de Sintra (Colares) — e que continua a ser de nicho —, este Fernão Pires é um branco fresco, salino, com volume de boca e gastronómico. Sentimos-lhe fruta de caroço, mas não muito óbvia (talvez nêsperas durinhas), folhas secas. É sério no nariz e na boca sápido — na mesma linha, já nos tinha impressionado o Cerceal 2022 deste produtor, que provámos há já algum tempo —, com salinidade, a estrutura do estágio em madeira e acidez notável, que marca o final de boca. Passou por barricas de carvalho francês usadas, onde estagiou com as borras. Acompanha bem com pratos com alguma gordura e umami.