Dois em cada três brasileiros consideram a corrupção na área da saúde "alta", segundo estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas) em parceria com o Instituto Ética Saúde. De acordo com o levantamento, além dos 66,8% dos entrevistados que classificam o problema no setor como elevado, outros 21,5% o consideram "moderado" —ou seja, quase nove em cada dez enxergam corrupção relevante no sistema de saúde brasileiro.
A percepção de corrupção em nível "alto" foi mais frequente entre respostas ligadas aos planos de saúde (85,2%), hospitais (72%), enfermagem (71,2%), auditorias (69,6%), medicina (68,4%) e setor de distribuição (62,5%).
No recorte do setor privado, 100% dos profissionais vinculados a planos de saúde afirmaram perceber corrupção no segmento. Auditores (96,9%), médicos (92,2%), enfermeiros (92,2%) e usuários/pacientes (89,5%) também registraram percentuais elevados.
A pesquisa também apontou que a percepção de corrupção elevada cresce conforme a idade dos entrevistados aumenta. Entre os respondentes de 18 a 24 anos, 48,1% classificaram a corrupção como "alta". Já entre pessoas de 55 a 64 anos e acima de 75 anos, o índice chega a 71,4%.
A percepção negativa alcança tanto instituições públicas quanto privadas. Nas organizações públicas de saúde, 92,5% dos participantes dizem perceber corrupção. No setor privado —incluindo hospitais, clínicas, operadoras, entidades filantrópicas, organizações sociais de saúde, indústria farmacêutica e distribuidores—, o percentual chega a 88,4%.














