Levantamento, feito por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ecônomica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), contabilizou 42.590 homicídios em todo o país em 2024 Laudos falsos, simulação de atendimentos e procedimentos inexistentes: polícia investiga clínicas de tratamento de autismo por suspeita de fraude em SP — Foto: Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 22:40 Atlas de Violência 2026: Homicídios Caem, Mas Desafios Persistem O Atlas de Violência de 2026, divulgado pelo Ipea e FBSP, revela que em 2024 ocorreram 42.590 homicídios no Brasil, a menor taxa desde 2014, com 20,1 casos por 100 mil habitantes. Apesar da redução, a subnotificação e altas taxas no Norte e Nordeste são preocupações. Amapá, Bahia e Pernambuco lideram em violência, enquanto o Sul e Sudeste têm as cidades menos violentas. Fatores demográficos e a interiorização do crime organizado são apontados como causas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Divulgado nesta terça-feira, o Atlas de Violência de 2026 trás dados de homicídios ocorridos em todos os municípios do país em 2024. O levantamento, feito por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ecônomica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), contabilizou 42.590 homicídios em todo o país, representando uma taxa de 20,1 casos por 100 mil habitantes, o menor patamar desde 2014. Pesquise abaixo e veja os dados de homícidio em sua cidade registrados em 2024. Os dados são extraídos de bases do Ministério da Saúde. Apesar da queda, que segue uma tendência já vista nos últimos anos, o Atlas da Violência elenca a subnotificação e o elevado número de mortes em municípios de Norte e Nordeste como desafios. As maiores taxas de homicídio concentram-se no Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará. Dezessete dos 20 municípios mais violentos com mais de 100 mil habitantes estão no Nordeste, enquanto as 20 cidades menos violentas com população similar encontram-se exclusivamente no Sul e Sudeste. Um dos fatores que contribui para a disparidade é demográfico. As regiões mais violentas são as que mantém uma proporção maior de jovens, recorte da população que tende a estar mais envolvido, seja como vítima ou perpetrador, nos homicídios. Esse, no entanto, não é o único fator, com as movimentações recentes do crime organizado, cada vez mais presente no interior do país, tendo peso relevante. — O que explica isso é o processo de interiorização das facções, com o surgimento de grupos locais que não tem uma organização como a do Primeiro Comando da Capital (PCC), que não olham o lucro, mas o controle do território — explica Daniel Cerqueira, um dos coordenadores do levantamento — São jovens que querem se firmar e se firmam pela violência.