Isso significa que, em 2024, o Brasil registrou cerca de 20 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. Ao todo, o país registrou oficialmente 42.590 homicídios no ano. A taxa representa queda de 7,4% em relação a 2023 e chegou ao menor patamar em 11 anos, segundo o levantamento. Infográfico - Mapa mostra taxa de homicídios no Brasil em 2024 por estados. — Foto: Alberto Correa - Arte/g1 🔎 O Amapá apresentou a maior taxa, com 45,7 homicídios por 100 mil habitantes. O índice é mais que o dobro da média nacional. 🔎 São Paulo teve a menor taxa, com 6,6 homicídios por 100 mil habitantes. O índice equivale a cerca de um terço da taxa nacional. 🔎 Ao todo, 18 unidades da federação tiveram taxa de homicídios acima da média do país. As maiores taxas foram registradas no Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará. Um dos fatores apontados pela pesquisa para a queda é "acomodação" da guerra do narcotráfico. “Esse processo de controle da rota gerou conflitos muito intensos e mortes, sobretudo envolvendo as duas maiores facções do Brasil, o PCC e o Comando Vermelho, além de aliados regionais no Norte e no Nordeste. Essa guerra foi mais intensa em 2016 e 2017. Em 2018, os homicídios começam a cair e começa também um processo de acomodação. Uma guerra que se prolonga por muito tempo, sem um resultado claro, passa a ter custos econômicos inviáveis”, explica Daniel Cerqueira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e coordenador do Atlas da Violência. “Quando se observa os estados por onde essa rota passava e onde ela desaguava nas capitais nordestinas, vemos que foram exatamente esses lugares que tiveram redução dos homicídios, sobretudo a partir de 2018”, completa. "Juntando o fator demográfico, uma mudança qualitativa na gestão da segurança pública em alguns territórios e essa acomodação na grande guerra do narcotráfico, acho que eles conspiraram a favor da redução de mortes no Brasil”. Veja a taxa de homicídios por 100 mil habitantes em cada estado Acre — 20,2 homicídios por 100 mil habitantes;Alagoas — 35,9;Amapá — 45,7;Amazonas — 32,2;Bahia — 40,9;Ceará — 34,3;Distrito Federal — 10,3;Espírito Santo — 26;Goiás — 18,4;Maranhão — 31,1;Mato Grosso — 29,1;Mato Grosso do Sul — 18,3;Minas Gerais — 12,8;Pará — 27,4;Paraíba — 25,7;Paraná — 18,6;Pernambuco — 37,3;Piauí — 20,6;Rio de Janeiro — 20,4;Rio Grande do Norte — 23,5;Rio Grande do Sul — 15,2;Rondônia — 30,3;Roraima — 27,8;Santa Catarina — 8,1;São Paulo — 6,6;Sergipe — 23;Tocantins — 19,8. LEIA TAMBÉM: Número pode ser maior A lista acima considera os homicídios registrados oficialmente no Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde. O próprio Atlas, no entanto, alerta que o número real pode ser maior. Isso porque houve aumento das mortes violentas por causa indeterminada, categoria usada quando não é possível identificar a motivação básica do óbito. Ao estimar homicídios ocultos nesses registros, os pesquisadores calculam que o Brasil pode ter tido 49.673 homicídios em 2024, com taxa de 23,4 mortes por 100 mil habitantes. Nesse cálculo, a queda em relação a 2023 seria de apenas 0,4%, e não de 7,4%.
Veja MAPA com os estados mais e menos violentos do Brasil, segundo o Atlas da Violência | G1
País teve 20,1 homicídios por 100 mil habitantes em 2024. No Amapá, o índice foi de 45,7, mais que o dobro da média nacional; em São Paulo, foi de 6,6, cerca de um terço da taxa do país.













