De vez em quando alguém me pergunta por que eu não estou presente em eventos relacionados ao Cruzeiro, à CBF, à Fifa e a outras organizações. Além de gostar de meu canto e de tentar separar o público do privado, preciso, como colunista, manter uma distância para ter total liberdade e independência para criticar e elogiar.
As histórias se repetem no Brasileirão. Palmeiras e Flamengo, novamente, vão disputar o título. Na derrota do Flamengo para o Palmeiras, por 3 x 0, o primeiro gol aconteceu logo após a expulsão de Carrascal. O Flamengo, perdendo o jogo, teria de tentar o gol, ainda mais em casa, empurrado pela torcida. Nessas situações, é frequente a equipe com um jogador a menos sofrer mais gols por deixar muitos espaços na defesa. Mesmo assim, o técnico Leonardo Jardim foi duramente criticado. Por muito pouco, os treinadores se transformam de heróis em vilões pelas redes sociais e pelos gênios das estratégias.
Por que o Bahia, com frequência, não consegue marcar vários gols sem sofrer tantos? Contra o Coritiba fez 2 e sofreu 3. Seria por causa de deficiências táticas? Penso que o elenco é modesto para o time atacar e defender bem. Deveria se inspirar no modelo do equilibrado Arsenal, campeão inglês, em vez de seguir o do ousado Manchester City, clube do grupo do qual o Bahia faz parte.










