Levi Alvim fala sobre a experiência de registrar um projeto ao ar livre e a busca por uma estética mais orgânica na carreira Levi Alvim leva projeto audiovisual para a Bahia e se conecta a nova estética da música — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 19:04 Artistas adotam cenários naturais para shows, seguindo tendência orgânica Artistas estão cada vez mais gravando shows em cenários naturais, buscando uma estética orgânica que reflita suas identidades e experiências de vida. Levi Alvim exemplifica essa tendência com "Vivenciando Levi Alvim", gravado na Fazenda Pedra do Lago. O projeto revisita clássicos do forró e inclui composições autorais, equilibrando performances energéticas e intimistas, e destacando a natureza como parte integrante da narrativa musical. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em um momento em que a música brasileira tem se aproximado cada vez mais de experiências visuais e narrativas de estilo de vida, cresce o número de artistas que escolhem transformar gravações em ambientes menos convencionais e mais simbólicos. Não se trata apenas de registrar um repertório, mas de construir uma atmosfera que dialogue com identidade, imagem e sensação de presença. É nesse contexto que o cantor, compositor e produtor Levi Alvim realiza, nos dias 26 e 27 de maio, a gravação do audiovisual "Vivenciando Levi Alvim", na Fazenda Pedra do Lago, na Bahia. A escolha de um espaço cercado pela natureza reforça essa busca por um registro mais orgânico, distante da lógica tradicional de estúdio. "Eu queria um lugar que tivesse verdade, que conversasse com esse momento que estou vivendo. Não fazia sentido algo muito engessado", diz o artista. O repertório do projeto revisita clássicos do forró em novas versões, com uma leitura mais contemporânea e arranjos que aproximam o gênero de uma estética atual. Em vez de romper com referências, a proposta parece operar no campo da reinterpretação, algo cada vez mais comum em projetos musicais que dialogam com diferentes gerações. "Essas músicas já fazem parte da memória das pessoas. O que me interessou foi justamente pensar em como elas soam hoje, com o meu olhar de agora", afirma Levi. Levi Alvim realiza gravação na Bahia e destaca o papel do ambiente na construção da atmosfera do projeto — Foto: Divulgação Ao lado das releituras, o trabalho também inclui composições autorais, que surgem como um recorte mais direto do momento criativo do artista. Nesse ponto, a construção do repertório se aproxima de um movimento frequente entre nomes da nova música brasileira: usar projetos audiovisuais como espaço de afirmação de identidade. "Tenho escrito de um jeito mais pessoal, mais próximo do que estou vivendo. São canções que falam de estrada, de encontros, de amadurecimento", diz. Um dos elementos centrais da gravação é a alternância entre performance e intimidade. Em alguns momentos, o projeto aposta na energia de palco que já marca a trajetória de Levi; em outros, reduz a intensidade para explorar versões acústicas, mais contidas. "Existe uma parte de mim que é muito de palco, de entrega. Mas também existe esse lado mais calmo, que eu não mostro tanto. Esse projeto me permite mostrar isso", conta. Levi Alvim aposta em projeto audiovisual na natureza e segue tendência da música atual — Foto: Divulgação A presença da natureza como cenário não funciona apenas como pano de fundo, mas como parte da construção estética. Em produções recentes da música e do audiovisual, esse tipo de escolha tem se repetido como forma de reforçar autenticidade e aproximar o público de uma ideia de "bastidor expandido", onde imagem e som se misturam à experiência. "Estar ali muda tudo. O som, a energia, até a forma de cantar. Não é só sobre gravar, é sobre viver aquilo naquele lugar", destaca. Em meio a uma fase de maior projeção, Levi acompanha um movimento mais amplo da indústria musical, em que projetos deixam de ser apenas lançamentos e passam a funcionar como narrativas de percurso. Em vez de um produto final isolado, o foco parece estar na construção de contexto. "Eu sinto que estou num momento de entender melhor quem eu sou artisticamente. E esse trabalho é muito sobre isso também", resume.