[O Brasil se transformou em um dos maiores palcos mundiais para shows e festivais. Isso significa crescimento econômico e uma mudança conceitual para as marcas. Nesta edição do Fora da Faria convidamos Cacá Malta, Head de Atendimento, Negócios e Operações da Artplan, agência de publicidade que faz parte do Grupo Dreamers, parceiro estratégico da Rock World, empresa do Rock in Rio, The Town e Lollapalooza, para escrever sobre o assunto.]

Em um cenário em que a atenção se tornou um dos ativos mais disputados, a forma como as marcas se conectam com as pessoas também mudou. É nesse contexto que o entretenimento ganha um papel importante dentro da comunicação. A publicidade se transformou e, hoje, qualquer estratégia consistente precisa considerar oportunidades de impactar os consumidores para além da veiculação tradicional, conectando pessoas com experiências, emoções e histórias.

Durante muito tempo, a publicidade era construída na base da interrupção. A marca falava, o consumidor ouvia. Hoje, ninguém quer ser interrompido, as pessoas querem ser envolvidas. É justamente nesse ponto que entretenimento e publicidade deixam de ocupar territórios separados.

O entretenimento não é distração. É uma forma poderosa de criar vínculo emocional, e é o vínculo que constrói relevância de verdade. Em vez de disputar espaço, marcas que entendem isso passam a conquistar presença. Geram conexões, especialmente quando deixam de apenas transmitir mensagens e passam a contar boas histórias.