Ney Matogrosso decidiu abrir as portas de suas casas para as câmeras de um novo documentário dirigido por Esmir Filho. Na produção, o diretor busca mostrar quem é Ney Matogrosso hoje, às vésperas dos 85 anos —quase como um contraponto íntimo à própria cinebiografia lançada no ano passado.
Se "Homem com H" mergulhava na construção do personagem explosivo e performático que marcou a música brasileira, "Ney por Trás das Máscaras" —ainda sem data de lançamento— tenta se aproximar de um artista sem palco e, nas palavras do diretor, menos mascarado. "O que faz alguém interessante são justamente as contradições."
Este é o centro de uma discussão que atravessa o atual boom de documentários e biografias de músicos. Nunca houve tantas produções do gênero —nem tanta demanda do público por estes bastidores. Ao mesmo tempo, cresce a sensação de que muitos desses filmes parecem muito controlados e semelhantes entre si.
No fim de março, a Netflix e a Warner Music assinaram um contrato exclusivo de vários anos para produzir séries e filmes documentais que explorem artistas consagrados da gravadora.
"Ao mesmo tempo, a Warner ganha um canal de distribuição estratégico na principal plataforma de streaming do mercado, o que torna a parceria vantajosa para ambos os lados", diz Chris Watling, fundador da produtora britânica Baby Teeth, que trata de aproximar marcas e o mundo do entretenimento.












