Ao anunciar o lançamento do Ozivy, a EMS afirmou, nesta terça-feira (26), que acompanha o avanço do mercado informal de semaglutida no Brasil. A farmacêutica informou ainda que mantém conversas com o Ministério da Saúde sobre possíveis Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) voltadas ao SUS. De acordo com a empresa, as discussões envolvem possíveis aplicações em segmentos específicos, como pacientes em fila para cirurgia bariátrica e casos de obesidade grau 3. “Nós nos colocamos à disposição para ser um parceiro do ministério nesse tipo de programa”, afirmou Marcus Sanchez, vice-presidente da companhia. Em coletiva de imprensa, o executivo disse que o mercado de produtos contrabandeados ou manipulados em escala industrial supera o formal em número de unidades comercializadas. Segundo o executivo, a estratégia da empresa é ampliar a oferta de produtos industrializados com preços mais acessíveis. Sanchez também comentou sobre diferenças regulatórias entre indústrias farmacêuticas e laboratórios de manipulação. “O que estamos vendo são manipulações em escala industrial, e a indústria farmacêutica nacional não concorda”, afirmou. O executivo disse ainda que parte dos produtos comercializados de forma irregular entra no país por meio de contrabando oriundo de países vizinhos e defendeu regras regulatórias equivalentes para os diferentes agentes do setor. Durante a coletiva, a EMS esclareceu que o Ozivy não é intercambiável com o Ozempic. Por se tratar de um medicamento sintético e não biológico, a legislação brasileira não permite substituição automática pelo farmacêutico, sendo necessária uma nova prescrição médica. Segundo Sanchez, a estratégia comercial da companhia inclui pacientes que interromperam o tratamento devido ao custo dos medicamentos atualmente disponíveis. De acordo com a EMS, a aprovação do Ozivy amplia a presença da indústria farmacêutica nacional em segmentos de maior complexidade tecnológica. A companhia afirmou que espera uma migração gradual do consumo informal para produtos registrados e industrializados, destacando que o medicamento foi submetido aos processos regulatórios da Anvisa relacionados à eficácia e segurança.
EMS mantém conversas com o governo em torno do uso de canetas emagrecedoras no SUS
De acordo com a empresa, as discussões envolvem possíveis aplicações em segmentos específicos, como pacientes em fila para cirurgia bariátrica e casos de obesidade grau 3













