PUBLICIDADE Renda per capita é um dos principais indicativos da diferença: para a população branca, a média foi de R$ 1.208,58, contra R$ 673,65 na população negra Jovens negros trabalhando em um escritório — Foto: seventyfourimages RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 20:46 Desenvolvimento Humano Avança no Brasil, mas Desigualdade Racial Persiste O Radar IDHM revelou que o desenvolvimento humano no Brasil cresceu mais para negros do que para brancos, mas a desigualdade persiste. A renda per capita média dos brancos foi de R$ 1.208,58, comparada a R$ 673,65 dos negros. Em termos de IDHM, o Brasil atingiu pela primeira vez o nível de "muito alto desenvolvimento", destacando disparidades regionais e de gênero, com Alagoas e Piauí entre os maiores crescimentos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dados do Radar Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM), divulgado na manhã desta terça-feira (26), mostram que a evolução do índice de desenvolvimento para a população negra (pretos e pardos) cresceu em um ritmo maior que o da população branca. Mas segundo a análise do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em parceria com IBGE e a Fundação João Pinheiro, o movimento não foi suficiente para aplacar as desigualdades raciais. Um dos critérios da análise que deixa a disparidade mais evidente é o da renda. No caso da população branca, entre 2012 e 2024, esse índice saiu de 0,781 para 0,806, com a renda per capita crescendo de R$ 1.029,68 para R$ 1.208,58. Já o mesmo dado entre a população negra passou de 0,670 para 0,712 em 2024, com a renda domiciliar per capita de R$ 518,57 e R$ 673,65, pouco mais que a metade da população branca. Já na análise da Longevidade, houve uma evolução de 0,890 para 0,913 entre a população branca, com a expectativa de vida saindo de 78,40 anos para 79,80 anos nos últimos 13 anos. Na educação, foi 0,748 para 0,838, com a porcentagem da população adulta com ensino fundamental completo passando de 66,38% para 76,63%. Entre a população negra, o ínidice da longevidade foi de 0,800 para 0,846 em 2024, fazendo com que a esperança de vida saísse de 72,78 para 75,73 anos. E o IDHM Educação subiu de 0,623 para 0,770, elevando a taxa de pessoas com 18 anos ou mais de idade com ensino fundamental completo de 53,02% para 67,33%. Há uma disparidade também quando se trata de gênero. O IDHM das mulheres passou de 0,736 para 0,798, enquanto o recorte para os homens mostra um aumento de 0,737, em 2012, para 0,802, em 2024. Isso mostra que, enquanto os homens atingiram o patamar de muito alto desenvolvimento humano, enquanto as mulheres permaneceram no patamar de alto desenvolvimento humano. Quando se analisa especificamente a questão da renda, é possível identificar que em 2024, a distância entre homens e mulheres os aumentou, com o rendimento médio feminino em torno de R$ 1.260,45 enquanto o dos homens é de R$ 1.604,30. Já na questão da longevidade, em 2024 foi registrada a menor diferença entre os grupos, com a esperança de vida entre mulheres de 79,88 anos e a dos homens de 73,3 anos. Dados do Brasil Segundo o Radar IDHM divulgado nesta terça-feira, o Brasil entrou pela primeira vez no grupo de países com muito alto desenvolvimento, superando o índice de 0,8. O IDHM varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o local. Dessa forma, a leitura se dá assim: De 0 a 0,499: muito baixoDe 0,5 a 0,599: baixoDe 0,6 a 0,699: médioDe 0,7 a 0,799: alto 0,8 a 1: muito alto O IDHM brasileiro considera as mesmas três dimensões do IDH Global (longevidade, educação e renda), mas adequa a metodologia ao contexto do país. A análise abrange os 26 estados e o Distrito Federal, as 20 regiões metropolitanas, a Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) da Grande Teresina e cinco macrorregiões. Os resultados foram calculados usando como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a equipe técnica e pesquisadores da Fundação João Pinheiro. Quando o recorte se volta para os estados, os destaques são Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte, que registraram os maiores crescimentos dos respectivos IDHMs. Dos 26 estados mais o Distrito Federal, 10 unidades federativas alcançaram o nível mais alto da escala que mede o desenvolvimento humano, enquanto as outras 17 se inseriram no patamar de alto desenvolvimento humano. Mesmo com o crescimento, a disparidade entre as regiões permanecem. Em 2024, por exemplo, o IDHM atingiu o valor de 0,866 no Distrito Federal e 0,838 em São Paulo, enquanto registrou 0,745, no Maranhão e 0,746 em Alagoas. Nove UFs registraram IDHM superior ao do Brasil: todos os estados das regiões Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) e Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santos e Minas Gerais), além de Mato Grosso e Goiás.
IDHM: índice de desenvolvimento cresceu mais para negros do que para brancos, mas ainda há desigualdade racial
Renda per capita é um dos principais indicativos da diferença: para a população branca, a média foi de R$ 1.208,58, contra R$ 673,65 na população negra














