A possibilidade do fim da escala 6x1 ainda no segundo semestre deste ano não foi bem recebida por associações empresariais do país, que preveem, entre vários pontos, uma série de impactos financeiros e operacionais e repasse de custo aos clientes.
No comércio, a previsão é de impacto operacional e de custos, com a necessidade de ampliar os quadros profissionais em até 20% para manter a operação.
As propostas do relator da PEC que prevê o fim da escala 6x1, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), preveem manutenção no limite de jornada em 8 horas diárias, ampliam o descanso semanal obrigatório de um para dois dias —preferencialmente com um deles aos domingos— e proíbem redução salarial, seja nominal ou proporcional.
"Menos domingos, menos sábados, menos vendas, menos comissões e menos renda. Então, o efeito final pode ser exatamente o oposto do discurso de proteção [do trabalhador]", diz Nabil Sahyoun, presidente da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), que representa mais de 54 mil lojistas.
Sahyoun defende a flexibilização de pontos da CLT, como a permissão de contratação por horas e negociação direta empresa-empregado.












