O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que não haverá nenhum tipo de ajuda federal ao Banco de Brasília (BRB), que passa por uma grave crise de capital. "Eu nunca fui procurado, eu procurei, recebi um pedido de diálogo [do governo do Distrito Federal], e falei que estou aberto. Mas não cabe à União entrar em um problema que é inclusive da seara criminal. O que aconteceu no BRB é muito grave", disse após participar de evento do Eco Invest. Questionado se o uso do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) ainda é uma possibilidade, ele disse que sim. "Ah sim, isso eu posso conversar a respeito, não tem problema nenhum." Com uma situação fiscal precária, o DF tem uma nota de crédito ruim e, desta forma, umas das opções na mesa seria o Tesouro abrir uma exceção (como fez com os Correios) e fornecer garantias para o governo distrital tomar um empréstimo com FGC/bancos privados. Entretanto, essa alternativa parece mais distante. Outra possibilidade é encontrar alguma forma de flexibilizar as regras do FCDF. Pelas normas, esses recursos devem ser usados na manutenção das forças de segurança do DF e serviços públicos como saúde e educação, mas haveria algum espaço de manobra para utilizar isso como garantia no empréstimo que o governo distrital quer tomar com bancos/FGC. Desde que governadora Celina Leão (PP) assumiu o cargo, em 30 de março, o plano A do DF era conseguir uma garantia da União de alguma forma, mas ela encontrou resistência no governo federal e não conseguiu nem ser recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim da semana passada, ela pareceu ter desistido dessas alternativas: “A gente está indo por outro caminho”, disse.
Durigan diz que pode conversar sobre FCDF, mas não vai ter ajuda federal para o BRB
Ministro disse que "não cabe à União entrar em um problema que é inclusive da seara criminal"













