O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, durante evento sobre o programa Eco Invest, que, na questão dos minerais críticos, o Brasil não quer repetir o passado e exportar commodity bruta, mas atrair investimentos. "Tem muita gente olhando para o Brasil e dizendo: 'poxa, a gente sabe que vocês têm grandes reservas. A gente gostaria de fazer parcerias com o Brasil'. E o que nós temos dito é que eles são muito bem-vindos, desde que obedeçam os critérios de um país soberano que é o Brasil, que diz que os minerais críticos são propriedade do povo brasileiro", comentou. O ministro disse que esteve recentemente, por exemplo, com a ministra das Finanças do Japão, que demonstrou muito interesse em fazer parcerias com o Brasil nessa área. "Eu disse que o importante é que as empresas japonesas invistam no Brasil, gerem emprego, trabalhem próximo das universidades brasileiras. Evidentemente que, sendo uma empresa japonesa, vai ter benefício para sua matriz que tá no Japão." O ministro apontou que a Câmara dos Deputados aprovou um marco de minerais críticos que permite dar segurança jurídica a esses investimentos que o país tenta atrair, o que casa com os mecanismos econômicos estruturados no Eco Invest. "Estamos gerando instrumentos específicos, inovadores, que vão ajudar a atrair e cumprir esse objetivo de país que é trazer para o Brasil o adensamento da cadeia, muito parecido com o que a China fez, para dar o exemplo do caso dos minerais críticos." O ministro do Meio Ambiente, João Capobianco, lembrou que, no caso dos minerais críticos, o leilão do Eco Invest estimula justamente a produção de itens de maior valor agregado. "Não queremos ser exportadores, mas ter capacidade de processar, industrializar e utilizar esses materiais, para vender produtos de maior valor agregado". Ceron ressaltou que o Eco Invest não é um leilão isolado, mas um programa de Estado. "Esses fundos têm algo muito importante que é trazer previsibilidade para uma política de Estado. O que nós estamos sinalizando aqui é que cada um desses setores vão ter recursos pelos próximos dez anos para investir em pesquisa básica, em empreendedorismo de base tecnológica. Para investir em startups e para escalar tecnologias durante os próximos dez anos, os entes privados vão poder se organizar para atuar." Durigan disse ainda que o governo tem buscado estimular a competição nos leilões e, assim, vai priorizar lances que vão além do mínimo exigido. "Se trata de buscar otimizar, ter mais eficiência dentro de um recurso catalítico limitado do poder público. No quarto leilão, já trouxemos algumas mudanças nesse sentido de exigir que os bancos venham além do mínimo." — Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Com minerais críticos, não queremos repetir o passado, queremos atrair investimento, diz Durigan
"Tem muita gente olhando para o Brasil e dizendo: 'poxa, a gente sabe que vocês têm grandes reservas. A gente gostaria de fazer parcerias com o Brasil', afirmou o ministro da Fazenda











