Os afastamentos por transtornos mentais cresceram 80% entre 2023 e 2025, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) analisados pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). No mesmo período, o Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos por doença em 2025, o maior número dos últimos cinco anos, conforme levantamento do Ministério da Previdência Social. Os números transformaram a saúde mental em uma das discussões mais concretas do ambiente corporativo, e a partir desta terça-feira 26 ela passa a ser também uma obrigação legal.

A entrada em vigor da atualização da NR-1 exige que empresas identifiquem e controlem riscos psicossociais com o mesmo rigor aplicado aos riscos físicos. Estresse crônico, burnout e assédio moral passam a integrar o inventário de riscos obrigatórios de qualquer organização.

Para Ricardo Mattos, CEO da Vetor Editora, empresa do grupo Giunti Psychometrics, identificar os sinais antes do afastamento é o caminho mais eficaz para reduzir o absenteísmo e os custos organizacionais.

“Precisamos tratar a saúde mental como prioridade civilizatória, não como pauta periférica. Com ações simples, mas consistentes, as empresas podem tornar o ambiente corporativo em um espaço de apoio, prevenção e crescimento”, afirma Mattos.