Manter um banco de talentos ativo pode ser a diferença entre preencher uma vaga em dias ou ficar semanas dependendo de processos seletivos emergenciais. Segundo levantamento do LinkedIn, 72% dos profissionais de RH afirmam que contratar talentos ficou mais difícil nos últimos anos, número que reforça a necessidade de uma abordagem menos reativa nas contratações.
Para especialistas ouvidos nesta reportagem, o problema raramente está na escassez de candidatos. O que compromete os processos seletivos, na maioria dos casos, é a ausência de uma estrutura prévia de relacionamento com o mercado.
A Triven, empresa de serviços de backoffice voltada para negócios de tecnologia, defende que o banco de talentos deixou de ser uma prática acessória e passou a ocupar um papel central no planejamento de contratações. “O banco de talentos permite que a empresa deixe de atuar de forma reativa e passe a antecipar suas necessidades. Isso traz mais agilidade e qualidade para as contratações”, afirma Maria Gabriela Souza, sócia da vertical de People as a Service da empresa.
Renan Caixeiro, CMO e cofundador do Reportei, plataforma de relatórios e dashboards de marketing, aplica essa metodologia na prática. Para ele, a organização desse banco é o que impede a empresa de perder o momento certo de contratação. “Manter um banco de talentos vivo é garantir que, no momento da abertura de uma vaga, você já tenha um histórico de interação e fit cultural com profissionais que admira, ainda mais em áreas de alta rotatividade”, afirma.













