Cerca de 87% das empresas no mundo já utilizam ferramentas de inteligência artificial no recrutamento. Entre os profissionais de RH, 65% adotaram a tecnologia com objetivos claros: economizar tempo, (44%), aprimorar a busca por candidatos (58%) e reduzir os custos de contratação, conforme relatório da Demandsage.

Em processos seletivos de grande volume, especialmente para vagas de estágio, trainee e jovem aprendiz, a IA triou currículos, organizou dados e passou a apoiar decisões que antes dependiam inteiramente de pessoas.

O ganho operacional é real, mas o problema está no que fica de fora.

Quando o recrutamento automatizado se apoia em histórico profissional, palavras-chave no currículo ou vivências acumuladas, uma parcela de candidatos com potencial é descartada antes mesmo de ter a chance de demonstrá-lo. Para jovens que ainda não tiveram oportunidade de construir um histórico robusto, o filtro do algoritmo pode chegar antes do olhar humano.

A importância de reduzir o viés do algoritmo no recrutamento