Filhos de mães com menos de 15 anos têm menor parcela de registros civis que aqueles com mães em outras faixas etárias, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice de sub-registro nesse grupo foi de 6,10% em 2024, ante 0,95% na média do país, pelas “Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos (2024)”. O sub-registro é maior entre aqueles nascidos quando as mães são mais jovens. Na faixa de 15 a 19 anos, esse percentual é de 1,90%. Quando se considera apenas as mães de 15 anos, é de 3,93%, enquanto nas de 16 anos é de 2,55%. Esse percentual de sub-registro vai se reduzindo com o aumento da idade e chega ao seu menor valor na faixa dos 35 aos 39 anos (0,63%). A partir dos 40 anos da mãe, esse índice de sub-registro vai subindo, até chegar a 1,35% no grupo acima de 50 anos. A despeito desse percentual elevado, o nível de sub-registro entre nascidos vivos de mães com menos de 15 anos acompanha a média do país, com redução desde o início da série histórica da pesquisa, em 2015. Naquele ano, o índice era de 12,12%. Na faixa de mães com 50 anos ou mais, a taxa passou de 6,5% em 2015 para 1,35% em 2024. A tendência por faixa etária das mães é diferente quando se considera as subnotificações. Neste último caso, o percentual é maior entre os filhos de mães com 50 anos ou mais, de 9,04% em 2024. No grupo de mães de menos de 15 anos, a taxa é de 0,52%. Na média brasileira, o percentual é de 0,39%. Os índices de sub-registro e de subnotificação são calculados pelo IBGE a partir do pareamento das informações das Estatísticas do Registro Civil do IBGE - coletadas nos cartórios - e das bases de dados do Ministério da Saúde, a partir de uma metodologia conhecida como técnica de captura-recaptura. Quando uma pessoa nasce ou morre, a família deve fazer o registro em cartório, enquanto os serviços de saúde - como hospitais ou clínicas - têm de notificar os sistemas do ministério.
IBGE: Sub-registro de nascimentos é maior entre mães com menos de 15 anos
Tendência é aumento de registro à medida que cresce a faixa etária da mãe








