PUBLICIDADE Dados de 2024 representam menores indicadores da série histórica, iniciada em 2015; no Maranhão, taxa geral chega a 24,48% Certidão de óbito — Foto: William Dias/ALMG RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/05/2026 - 17:59 Sub-registro de óbitos no Brasil cai, mas Maranhão preocupa com 24% O IBGE revelou que o sub-registro de óbitos no Brasil caiu para 3,4% em 2024, o menor desde 2015. No Maranhão, porém, a taxa é de 24,48%, muito acima da média nacional. Entre menores de 1 ano, o sub-registro é de 10,8%. As regiões Norte e Nordeste têm os índices mais altos, enquanto o Sudeste registra as menores taxas. Dados contrastam com subnotificações do Ministério da Saúde, que são de 1% em 2024. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira mostram que o percentual de sub-registro de óbitos no país manteve a tendência de queda e chegou 3,40% em 2024. O atual percentual é o menor da série histórica iniciada em 2015, que marcava 4,89%. O pior cenário nesse quesito está no Maranhão, com 24,48%, índice sete vezes maior que a média nacional, enquanto a menor taxa foi registrada no Rio de Janeiro, com 0,14%. Dentre as faixas etárias, a ausência de Registro Civil tem maior incidência entre menores de 1 ano de idade, com 10,80%. O panorama foi melhorando gradualmente até 2019, quando chegou a 3,79%, mas voltou a subir com o início da pandemia da Covid-19, indo a 4,14%. O panorama é um pouco diferente das subnotificações analisadas pelo Ministério da Saúde: 1% em 2024, 1,09% nos dois anos anteriores e 0,97% em 2021, quando alcançou o índice mais baixo. Os locais em que há menos mortes sem registro formal, segundo o IBGE, são estabelecimentos de saúde sem internação (2,55%). Em seguida vem os hospitais (2,85%), domicílios (4,76%), vias públicas (5,15%) e o que o instituto definiu como "outros" (5,74%). Os dados integram a pesquisa "Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos (2024)", e representam os óbitos que não foram registrados durante o ano até o primeiro trimestre do ano seguinte. Enquanto o IBGE utiliza informações dos cartórios e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministério da Saúde se baseia na Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e do Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS). Mortalidade de crianças A mortalidade infantil (menores de 1 ano) é maior no Norte, com 26,55%. Em seguida vem a região Nordeste, com 17,58%.As regiões Centro-Oeste (5,86%), Sul (2,96%) e Sudeste (2,67%) aparecem abaixo do indicador geral brasileiro. O segundo grupo mais afetado são crianças de 1 a 4 anos de idade, faixa etária que representa o indicador de "mortalidade na infância". Entre 5 e 9 anos, o percentual é 5,62%, enquanto de 10 a 14 oscila para 5,89%. Por localidade No âmbito geral de sub-registro de óbitos, a região Norte é a que mantém taxa acima da média nacional: 11,36%. O melhor panorama na região ocorre no estado de Rondônia, que, na contramão dos vizinhos, se destaca no país com percentual de 0,80%. Os piores são Amapá (17,47%), Pará (16,10%) e Roraima (10,91%). Em seguida vem o Nordeste, com 7,84%, que, além do Maranhão, também tem como destaque negativo o Piauí, com 16,15%. O percentual mais baixo fica com Pernambuco (3,26%). Depois, o Centro-Oeste aparece com 2,25%, sendo o Distrito Federal o menor índice (0,17%). No Sul, o percentual é 0,91%, com destaque para o Paraná (0,56%). O Sudeste, neste quesito, tem o melhor desempenho, com somente 0,76% das 696.353 mortes sendo sub-registradas, percentual que representa cerca de 5.290 óbitos. Na região, São Paulo marca 0,65%, Espírito Santo 1,8% e Minas Gerais 1,36%. Encontre seu município