Percentual de 0,95% em 2024 representa o menor nível da série histórica, iniciada em 2015; maior incidência está no Norte e Nordeste, em especial Roraima, com 13,86% Bebê recém-nascido na maternidade. — Foto: Freepik.com RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/05/2026 - 17:52 Brasil Reduz Taxa de Nascimentos sem Registro para Menos de 1% O IBGE revelou que, pela primeira vez, o Brasil reduziu a taxa de nascimentos sem registro para menos de 1%, atingindo 0,95% em 2024, o menor nível desde 2015. Apesar do avanço, Roraima registra a maior incidência, com 13,86%. A pesquisa destaca a persistente vulnerabilidade entre mães jovens, especialmente no Norte e Nordeste, onde o sub-registro é mais elevado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O percentual de nascimentos sem Registro Civil no Brasil ficou pela primeira vez abaixo de 1%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Em 2024, a taxa atingiu 0,95%, o que representa o menor nível da série histórica, iniciada em 2015. Àquela altura, o índice era de 4,21%. O cenário, contudo, se acentua em estados das regiões Norte e Nordeste, com destaque para Roraima, com 13,86%. O indicador nacional equivale a aproximadamente 22 mil crianças sem identidade legal. Segundo o IBGE, a ausência de registro gera implicações diretas para o acesso a serviços básicos essenciais, como saúde, educação e programas sociais, além de constituir uma "barreira ao pleno exercício da cidadania", como prevê a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Os dados integram a pesquisa "Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos (2024)", e representam os nascimentos que não foram registrados durante o ano até o primeiro trimestre do ano seguinte. Segundo a divulgação, o panorama mantém a mesma tendência de queda da subnotificação registrada pelo Ministério da Saúde — que, de 2015 para cá, saiu de 2,01% para 0,39%. Enquanto o IBGE utiliza informações dos cartórios e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a pasta do governo se baseia em instrumentos de controle da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e do Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS). Dentre os sub-registros, somente 0,83% se consolidam quando o nascimento ocorre em hospital. 2,33% são oriundos de outros estabelecimentos de saúde, 9,26% nos próprios domicílios e 19,35% em outros locais. Maior incidência O percentual se eleva em estados das regiões Norte e Nordeste, com destaque para Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%), Piauí (3,98%) e Sergipe (3,10%). Já as menores taxas foram registradas no Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%). Ao todo, a região Norte apresenta taxa de 3,53%, quase quatro vezes maior que o nível nacional. O Nordeste, com nove estados, também aparece acima, com 1,34%. Já o menor percentual foi registrado na região Sul, com 0,25%. No Sudeste, oscila para 0,26%, chegando a 0,58% no Centro-Oeste. O estado do Rio de Janeiro possui o pior cenário das regiões Sul de Sudeste, com percentual que representa o dobro de cada uma delas: 0,58%. Espírito Santo tem 0,43%, e Santa Catarina, 0,50%. Encontre seu município Vulnerabilidade materna Com base na idade materna, o sub-registro de nascimento tem elevação significativa entre mães com menos de 15 anos: 6,1%. O mesmo índice chega a alcançar 39,35% em Roraima e, ao todo, em seis dos sete estados do Norte o percentual ultrapassa 10%. Em seguida, meninas com 15 anos aparecem com 3,93%; de 15 a 19, 1,90%; e de 20 a 24, 1,07%. A partir dos 25 anos de idade, a taxa está abaixo da média nacional até mulheres com 49 anos, quando volta a subir entre quem possui 50 anos ou mais (1,35%). Apesar disso, todos os índices representam uma queda considerável em relação a 2015. À época, o percentual ente mães menores de 15 anos, por exemplo, era de 12,12%, contra 6,50% entre mulheres com 50 anos ou mais.