O impasse na guerra no Irã, ainda sem sinais concretos de uma solução negociada, eleva as pressões inflacionárias, intensifica os temores de desaceleração da atividade econômica e reforça as preocupações com juros mais altos, especialmente nos Estados Unidos. Nesse ambiente, os fatores externos devem seguir ditando os rumos dos ativos locais, embora o cenário eleitoral também permaneça no radar dos investidores, diante do enfraquecimento da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência após a repercussão da ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Master. Apesar do ambiente macroeconômico mais incerto, as ações americanas avançam, enquanto investidores aguardam os resultados da Nvidia após o fechamento do mercado — vistos como um termômetro para o “trade” de inteligência artificial —, além da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Por volta das 8h, os futuros dos índices de Nova York avançavam, com o do S&P 500 em alta de 0,38%, o do Nasdaq subindo 0,72% e o do Dow Jones ganhando 0,20%. Na renda fixa, que atravessa um período de estresse em meio à guerra no Irã, o rendimento da T-note de dez anos recuava de 4,671% para 4,641%, acompanhando a queda dos preços do petróleo. O Brent para entrega em julho cedia 2,69%, a US$ 108,36 por barril, em Londres, enquanto o WTI para o mesmo vencimento caía 2,54%, a US$ 101,50 por barril, em Nova York. Os preços da commodity recuam no exterior, apesar das novas ameaças de Teerã de ampliar o conflito para além do Oriente Médio em caso de novos ataques dos Estados Unidos, segundo a Reuters. O tom voltou a se deteriorar após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que o país poderá desferir “outro grande golpe” contra o Irã caso um acordo não seja alcançado. No campo político, o Senado dos Estados Unidos avançou ontem uma resolução que pode limitar a ofensiva contra o Irã sem autorização do Congresso, em um raro revés para Trump. Neste ambiente, os ativos brasileiros seguem guiados pelo exterior, após a disparada dos rendimentos dos Treasuries provocar uma nova rodada de aversão a risco global. O movimento levou a um ajuste expressivo no mercado doméstico, com alta do dólar e dos juros futuros, além da queda da bolsa. O Ibovespa encerrou perto dos 174 mil pontos, no menor nível desde janeiro.
Manhã no mercado: Exterior deve guiar ativos locais, à espera de resultados da Nvidia e ata do Fed
Cenário eleitoral também permaneça no radar dos investidores, diante do enfraquecimento da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência após a repercussão da ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro













