Daniel Mendez tem viagem marcada para a China e o Japão nesta quarta (20). O presidente da Sapore, multinacional brasileira especializada em refeições coletivas e catering (alimentos e bebidas para eventos, empresas e instituições) planeja conhecer novidades em robôs humanoides e automatização de processos. Está interessado em opções para substituir o pessoal que recolhe bandejas.

O agravamento da falta de funcionários no setor de restaurantes, onde a rotatividade é muito maior do que a média Brasil —índice de 79% em 2025, ante 56% do geral— acelerou a busca por alternativas, assim como o possível fim da escala 6x1 (seis dias trabalhados para um de descanso).

"Se hoje está ruim, a dificuldade em contratar pessoal vai piorar ainda mais, e não depende só do fim da escala", diz Daniel Mendez, que comanda equipe de 23 mil funcionários em 1.400 restaurantes e em 400 unidades que prestam serviços a empresas (manutenção, controle de acesso, higienização etc.). O grupo acaba de comprar a Galeria dos Pães, em São Paulo, que soma 420 colaboradores.

Com receita líquida de R$ 3,6 bilhões em 2025 e atuação no Brasil e Colômbia, a Sapore foi fundada em 1992 por Mendez, uruguaio naturalizado brasileiro, que começou aos 11 anos como garçom no restaurante do pai, em Jaguarão (RS). Passou por todas as áreas a fim de aprender como funciona um restaurante. Mas sabe que exemplos como o seu estão cada vez mais no passado.