Empresa reorganiza equipes para reduzir custos e direcionar bilhões de dólares para projetos de IA Logo da Meta — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 09:15 Meta demite 8 mil funcionários em reestruturação focada em IA A Meta iniciou uma nova rodada de demissões, cortando 8 mil postos de trabalho globalmente, como parte de uma estratégia para reduzir custos e investir massivamente em inteligência artificial. A empresa está realocando funcionários para equipes focadas em IA, enquanto enfrenta críticas pela coleta de dados e pressão sobre os empregados. As demissões afetam principalmente as equipes de engenharia e produtos, com um impacto significativo na sede europeia na Irlanda. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Meta está alertando milhares de funcionários de que eles serão demitidos, como parte de uma reestruturação anunciada anteriormente com o objetivo de reduzir custos enquanto a empresa investe pesadamente em inteligência artificial. A companhia começou a notificar trabalhadores em todo o mundo na manhã de quarta-feira, começando pelos funcionários na Ásia, que receberam o comunicado às 4h no horário de Singapura. Trabalhadores baseados nos Estados Unidos também devem ser informados durante a manhã, segundo um memorando interno. A Meta planeja cortar cerca de 20% de sua força de trabalho na Irlanda, o equivalente a até 350 empregos, informou o jornal irlandês Irish Times. Dublin abriga a sede europeia da empresa. Representantes da Meta não responderam a um pedido de comentário. Os funcionários estão sendo incentivados a trabalhar de casa enquanto a companhia elimina cerca de 8 mil postos de trabalho globalmente. Esta rodada mais recente de cortes deve atingir especialmente as equipes de engenharia e de produtos, e novas demissões podem ocorrer ainda neste ano, disseram pessoas familiarizadas com os planos da empresa, que pediram anonimato porque a informação não é pública. — Empresas automatizadoras como a Meta correm o risco de deixar de ser empregadoras desejadas à medida que se revela que vão substituir humanos quando surgir a oportunidade — afirmou Jan-Emmanuel De Neve, professor de economia e ciência comportamental da Universidade de Oxford. — Isso pode gerar economia de custos no curto prazo, mas coloca em risco o potencial de crescimento no longo prazo ao prejudicar o bem-estar e o engajamento dos funcionários. Na segunda-feira, a Meta informou aos funcionários que cerca de 7 mil trabalhadores também foram realocados para equipes recém-criadas focadas em iniciativas de IA, incluindo produtos e agentes. A empresa, que já se comprometeu a investir bem mais de US$ 100 bilhões em gastos de capital relacionados à IA neste ano, tinha pouco menos de 80 mil funcionários no fim de março, antes das realocações e demissões. “Estamos agora em um estágio em que muitas organizações podem operar com uma estrutura mais horizontal, com equipes menores, em grupos que podem se mover mais rápido e com mais autonomia”, escreveu Janelle Gale, chefe de Recursos Humanos da Meta, no memorando revisado pela Bloomberg News. “Acreditamos que isso nos tornará mais produtivos e fará o trabalho ser mais gratificante”. O presidente-executivo Mark Zuckerberg transformou a IA na principal prioridade da companhia, direcionando recursos para acompanhar rivais como Google, da Alphabet, e OpenAI. Isso levou a mudanças no quadro de funcionários e na forma como a Meta opera. Nos últimos anos, a empresa passou por sucessivas ondas de demissões, enquanto Zuckerberg pressionava por maior eficiência. Ele incentivou engenheiros a utilizar agentes de IA para auxiliar em programação e outras tarefas, delineou planos para monitorar dispositivos dos funcionários para melhorar a tecnologia e chegou a dedicar tempo ao desenvolvimento de seu próprio assistente com IA para executar algumas tarefas de CEO, como coletar feedback de empregados. Essas mudanças deixaram funcionários da Meta frustrados e ansiosos. Mais de mil assinaram uma petição endereçada a Zuckerberg e a outros líderes da companhia solicitando que a empresa deixe de coletar dados de seus dispositivos, o que pode incluir desde registros de teclas digitadas até movimentos do mouse e conteúdo de tela, no esforço de treinar sistemas de IA. Outros recorreram às redes sociais para relatar como a ameaça de demissões afetou seu trabalho e sua moral. Os gastos agressivos da Meta com IA também têm gerado preocupação entre investidores, que temem que o investimento não traga retorno. Embora a Meta tenha apresentado as demissões como uma forma de “compensar” parte do custo de seus grandes investimentos em IA, analistas da Evercore estimam que os cortes gerarão apenas cerca de US$ 3 bilhões em economia. Esse valor representa apenas uma pequena parcela dos gastos de capital projetados pela Meta para este ano, que podem chegar a US$ 145 bilhões, além das centenas de bilhões adicionais que a empresa prevê investir em infraestrutura de IA até o fim da década.
Meta inicia demissões globais e corta 8 mil empregos enquanto amplia aposta em inteligência artificial
Empresa reorganiza equipes para reduzir custos e direcionar bilhões de dólares para projetos de IA











