Foi por obra de Benito Mussolini, o grande cappo do fascismo, que surgiram na Itália as três instituições mais importantes para a história posterior de seu cinema. A primeira foi o Istituto Luce. A segunda foi o Centro Sperimentale di Cinematografia. A terceira foi a Cinecittá.

Vittorio Mussolini, filho do chamado Duce, esteve mais ou menos envolvido com todas elas e foi o primeiro diretor do CSC. Em que pese o seu forte envolvimento com o audiovisual – ele esteve inclusive em Hollywood para dar uma espiada na indústria americana de ponta – não existe registro histórico de que Mussolini Júnior tenha encomendado aos cineastas fascistas daquele período um filme tão miseravelmente bestial quanto esse Dark Horse, operado pelo grande produtor Flavius Nantius Bolsonarus. Ave César!

Com a entrada de Flavinho no business do cinematógrafo, o gangsterismo tijucano oferece nova contribuição ao legado universal de sua fonte.

E o faz superando elemento importante, de maneira altamente original e literalmente louvável, trocando, no roteiro revolucionário, uma obsessão simbólica obsoleta por outra, muito mais elaborada. Afinal, para quê perdermos tempo com as tolas ilusões terrenas, se Deus, estando acima de todos, está logicamente acima de César? Ou César é Deus e Deus é César, conforme queria Benito, o bendito?