A Folha começa a publicar neste sábado (16) uma série de reportagens em texto e vídeo sobre a vida no Irã em guerra. A repórter Patrícia Campos Mello está no país desde 12 de maio.

A Folha é o primeiro jornal do mundo a entrar no Irã regularmente desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o país, em 28 de fevereiro. Antes, apenas TVs, rádios e agências de notícias, entre eles a Reuters, a CNN internacional e a TV Globo, haviam conseguido obter o visto de imprensa para entrar no país, segundo informação do governo iraniano.

A série de reportagens, cujo capítulo de abertura conta os problemas econômicos causados pela guerra, poderá ser acompanhada também pela newsletter Folha no Irã.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, ao menos 3.468 pessoas morreram no Irã, segundo o Ministério da Saúde iraniano. Foram 26 mortos em Israel, 12 nos Emirados Árabes Unidos, 7 no Kuwait, 3 em Bahrein, 118 no Iraque, 3 em Omã e 3 na Arábia Saudita. No outro front da guerra, mais de 2.900 pessoas foram mortas no Líbano, onde as forças israelenses estão em confronto com a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, e houve inúmeras violações do cessar-fogo.

EUA e Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas em 8 de abril, que foi prorrogada enquanto durarem as negociações de paz.