Neste domingo (17) completam-se 71 dias seguidos de manifestações em apoio ao governo do Irã no país, desde o começo da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel.

Todas as noites, desde o dia seguinte aos ataques de 28 de fevereiro, milhares de iranianos se reúnem em praças de várias cidades do país carregando bandeiras do Irã, fotos do aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em ataque israelense no início da guerra, e de seu filho Mojtaba Khamenei, novo líder supremo.

Em Teerã, a praça Enghelab (revolução, em farsi) é palco das maiores manifestações. Na quarta-feira (13), milhares de pessoas estiveram lá para celebrar a seleção iraniana de futebol que vai disputar a Copa do Mundo, demonstrar apoio ao país durante a guerra e rejeição a Estados Unidos e Israel. Os jogadores foram recebidos como heróis no palco e ovacionados aos gritos de "Irã".

Ambulantes vendiam bandeiras com as imagens do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da revolução islâmica de 1979, ao lado de Ali e Mojtaba Khamenei. Na multidão, havia mulheres sem o hijab, o véu islâmico, comum entre os segmentos mais religiosos e apoiadores do governo.

No caminho para a manifestação, um painel satirizava o presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. Havia diversas imagens de Trump ao lado de Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.