Segundo o presidente finlandês, Alexander Stubb, medida deve, acima de tudo, 'fortalecer a segurança europeia' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pela iniciativa, apenas o presidente francês tem autoridade para decidir quando armas nucleares serão usadas, diferentemente da Otan, que conta com um Grupo de Planejamento Nuclear compartilhado — Foto: Aurelien Morissard/Pool via REUTERS A Finlândia aderiu à iniciativa da França para ampliar o alcance de sua dissuasão nuclear por meio da cooperação com países europeus parceiros, disseram nesta segunda-feira os líderes dos dois países. Em resposta às manifestações de preocupação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o compromisso americano com a segurança da Europa e diante das implicações da guerra na Ucrânia para a segurança, a França anunciou em março a Iniciativa de Dissuasão Nuclear Avançada. “A iniciativa trata, acima de tudo, de fortalecer a segurança europeia. Ela reforça a responsabilidade da Europa por sua própria defesa e ajuda a evitar uma escalada”, disse o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, em uma publicação no X. “A natureza exata da cooperação ficará mais clara nas etapas posteriores do processo”, disse Stubb mais tarde a jornalistas durante uma entrevista coletiva em Helsinque, acrescentando que cada participante determinará de que forma deseja participar. Ele afirmou que a iniciativa foi amplamente discutida com os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Pela iniciativa, apenas o presidente francês tem autoridade para decidir quando armas nucleares serão usadas, diferentemente da Otan, que conta com um Grupo de Planejamento Nuclear compartilhado. A iniciativa, no entanto, prevê exercícios conjuntos, a possibilidade de mobilização de curto prazo de meios com capacidade nuclear em território de países aliados e consultas mais aprofundadas. O ministro da Defesa da Finlândia, Antti Häkkänen, afirmou em comunicado separado que o acordo representa um “passo natural” após a adesão de outros países nórdicos, como Noruega, Suécia e Dinamarca, à iniciativa no início deste ano. Ao todo, dez países participam, incluindo a Finlândia. Stubb afirmou que o programa não substitui a dissuasão nuclear da Otan e que a Finlândia não pretende permitir que armas nucleares sejam estacionadas em seu território em tempos de paz.