A Finlândia anunciou nesta segunda-feira (14) a adesão ao escudo nuclear oferecido pela França. Com isso, o país nórdico tornou-se a décima nação europeia no arranjo lançado pelo presidente Emmanuel Macron em março.
O objetivo da chamada Iniciativa de Dissuasão Nuclear Avançada é dar aos países do continente uma alternativa de defesa contra a ameaça percebida da Rússia. O movimento ocorre em meio ao desengajamento dos Estados Unidos e à assertividade renovada de Moscou, maior potência nuclear do mundo.
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, os EUA foram os garantidores da dissuasão nuclear na Europa. Mas a volta de Donald Trump ao poder na Casa Branca, 80 anos depois, colocou o arcabouço em questionamento.
O presidente pressionou os parceiros europeus a entrarem em uma corrida armamentista acelerada, prevendo o dispêndio de 5% do PIB com defesa até 2035. Além disso, há o temor de que Vladimir Putin não irá parar sua agressão na Ucrânia, invadida em 2022.
Em teoria, pela regra de defesa mútua da aliança militar Otan, à qual a Finlândia aderiu após o início da guerra, os EUA têm de colocar seu arsenal nuclear, equivalente, mas um pouco menor que o russo, à disposição da Europa. Mas nem todos os líderes confirma nisso.










